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Flávio Bolsonaro lidera o 1º turno e mercado dispara: o que muda para o real, a Bolsa e as principais ações

Flávio Bolsonaro lidera o 1º turno e mercado dispara: o que muda para o real, a Bolsa e as principais ações

O resultado das urnas surpreendeu as pesquisas e provocou uma das reações mais fortes dos ativos brasileiros nos últimos anos. Mas a disputa ainda não acabou, e é justamente esse intervalo até 25 de outubro que pode concentrar as oportunidades e os riscos.

O mercado já vinha se posicionando antes da votação: o Ibovespa fechou a sexta-feira em alta de 2,63%, aos 192.114,55 pontos, com o dólar a R$ 5,2165. O que ninguém esperava era a intensidade da virada. Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Lula (PT), contrariando a maior parte das pesquisas da reta final.

Para os investidores, mais do que o placar, pesa o que ele sinaliza: a vantagem de Flávio, somada ao avanço da direita no Senado, elevou as expectativas de mudança na política fiscal.

A reação começou antes mesmo da abertura

O primeiro termômetro veio do exterior. O EWZ, ETF conhecido como “Ibovespa em dólar”, subia 8,72% na noite de domingo. Nesta segunda-feira, no pré-mercado de Nova York, os ADRs da Petrobras chegaram a subir cerca de 10%, os do Itaú mais de 12%, os do Bradesco perto de 11% e a Embraer cerca de 6%.

Na B3, o Ibovespa disparou mais de 7% na abertura, chegando aos 207 mil pontos.

O real foi o primeiro a reagir

Como antecipávamos antes da eleição, a moeda brasileira respondeu rápido à mudança na percepção de risco. Por volta das 10h40, o dólar caía 4,93%, a R$ 4,96, rompendo o patamar psicológico de R$ 5.

A leitura do mercado é de menor prêmio de risco, mas com uma ressalva: a tendência dos próximos dias é de forte volatilidade, com o câmbio oscilando conforme novas pesquisas e sinalizações dos dois candidatos.

Onde podem estar as oportunidades

Petrobras. É o papel que concentra a aposta em mudança de governança, com expectativa de maior autonomia comercial e política de dividendos menos sujeita a interferência. Pela análise gráfica, a ação chega a esta sessão renovando recorde, o que reforça o momento, mas também aumenta o risco de realização de lucros.

Bancos. Os grandes bancos privados lideram as altas nos ADRs. No caso do Banco do Brasil, entra também a leitura sobre o futuro das estatais. O BBAS3 subiu 9,73% na semana passada e agora testa uma região decisiva para confirmar a recuperação.

Juros e renda fixa. Analistas esperam fechamento dos juros nominais e reais, guiado pela expectativa de maior disciplina fiscal. Com a Selic ainda em patamar elevado, títulos prefixados e atrelados à inflação voltam ao radar de quem acredita em espaço para novos cortes em 2027.

Câmbio. Para quem opera moedas, o par USD/BRL deve ser um dos mais sensíveis a cada pesquisa divulgada até o segundo turno.

Até onde vai o rali?

As projeções mais otimistas já circulam. Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, estima que o Ibovespa possa chegar aos 230 mil pontos se a vitória de Flávio se confirmar, mas avalia que uma alta adicional dependerá de sinais concretos de ajuste fiscal estrutural.

A história recomenda cautela. Em 2022, o primeiro turno também surpreendeu e as estatais dispararam, mas no pregão seguinte a Petrobras recuou 1,97% e o Banco do Brasil 5,8%, devolvendo parte dos ganhos, e o resultado final da eleição acabou sendo o oposto do que o mercado precificava. Para Alejandro Cuadrado, do BBVA, há espaço para volatilidade até o segundo turno, ainda que a surpresa deva provocar uma reavaliação significativa das perspectivas para o Brasil.

Por isso, nas próximas três semanas, o mercado vai acompanhar de perto as pesquisas, as alianças com os candidatos eliminados, os nomes cotados para a equipe econômica e qualquer sinal sobre o plano fiscal. É aí que o rali pode ganhar força ou devolver parte do caminho.

Com um cenário capaz de mexer com moedas, índices e ações em poucas horas, acompanhar os ativos certos pode fazer diferença.

Veja na Tradear quais mercados você pode acessar e acompanhe as oportunidades do novo cenário brasileiro.

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